domingo, 14 de maio de 2017

Muitos mundos em um único lugar! MG II B professora Juliana Fiorentin


“Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino”. 

Paulo Freire


O cotidiano escolar deve ser motivador, com contextos de vivências, aprendizagem e desenvolvimento, através de uma organização dos espaços em que essas experiências transcorrem, favorecendo as interações infantis na exploração que fazem do mundo, os materiais disponíveis em especial, as maneiras de o professor exercer seu papel, oferecendo-lhes materiais, sugestões, apoio emocional ou promovendo condições para a ocorrência de valiosas interações e brincadeiras criadas pelas crianças.
Apresentar diferentes costumes, de diferentes culturas é fundamental e enriquecedor.
 E nessa perspectiva vamos mostrar algumas experiências vivenciadas pela turma do MG II B, oportunizadas pela professora Juliana Fiorentin:
Apresentação e apreciação do livro “De todos os cantos do mundo”, que contém doze canções de lugares e tempos muito diferentes, é um convite para abrir a cabeça, o coração e os ouvidos ao sons vindos de todos os cantos do mundo.
 Além de realizar essa viagem musical, o leitor conhece as letras das canções (no idioma original, com a tradução para o português), a cultura e algumas lendas de onde elas surgiram. Acompanha um CD com as canções do livro, executadas pelo grupo Mawaca, responsável por desenvolver um trabalho importantíssimo no campo da etnomusicologia. 



Depois as crianças brincaram, 
dando vida à leitura.














Em um outro momento foi apresentado o livro:
“Kunumi Guarani”, o primeiro livro do menino guarani Werá Jeguaka Mirim nos conta onde fica a aldeia, como é sua casa, suas brincadeiras preferidas e como é seu dia a dia. O leitor vai conhecer a vida de uma criança indígena e a riqueza de seu povo.

E que tal, brincar com petecas, assim como as pequenas crianças indígenas, diversão garantida!









E por último, mas não menos importante: é dia de cuidar do nosso canteiro na horta do CEI, limpar, preparar a terra, brincar e aprender!





“…a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa. ” 

Jean Piaget

Não basta contar tem que encantar! Parceria Cei Vereador José Gomes X Emei Carlos Eduardo de Camargo Aranha


"Tenho preguiça de ser sério, tenho candor por bobagens.Quando eu crescer eu vou ficar criança"
Manoel de Barros

“A constituição de um currículo que trate de modo integrado bebês e crianças que ingressam na Educação Infantil e prosseguem seus estudos no Ensino Fundamental requer que educadoras e educadores compartilhem concepções e princípios sobre as diversas infâncias e seus direitos. ”
Currículo Integrador da Infância Paulistana
II - O currículo integrador na perspectiva de uma educação democrática:
 concepções  e princípios. pág.8
 Poderia escrever somente sobre parceria, mas prefiro escrever sobre união, unir desejos, vontades e ações; unir objetivos e opiniões; unir emoção, sentimento e educação!
E dessa vez, vamos mostrar um pouquinho do que foi a contação de história feita pela professora Sabrina do Cei Vereador José Gomes, na Emei Carlos Eduardo de Camargo Aranha a história escolhida foi Bojabi - a árvore Mágica: os animais estão muito, muito famintos, então eles veem uma árvore maravilhosa, coberta de frutos vermelhos e maduros, que exalam o aroma de doces mangas, são gordos como melões e suculentos como tâmaras... Mas... Enrolada em volta da árvore está a MAIOR SERPENTE PÍTON que eles tinham visto na vida. E a serpente píton só vai deixar os animais comerem as frutas se eles disserem o nome da árvore. Qual será o nome? O Rei da Floresta é o único que sabe, e ele mora longe, muito longe...


O olhar das crianças, o silêncio durante a contação, a concentração, o interesse e o abraço ao final, são sinais de que é possível essa relação acolhedora entre adultos e crianças, esses pequenos e tão importantes protagonistas e produtores do processo de educação.

 O nosso papel é possibilitar a   construção de seus percursos nas relações sociais de que fazem parte, mediados pelo mundo e pelas culturas presentes nos espaços educacionais.









“Um currículo integrador supera também a cisão entre corpo e mente, ao compreender o que estudos e pesquisas recentes têm demonstrado: que os seres humanos aprendem com o corpo inteiro quando se envolvem nos processos de conhecimento, inclusive com a emoção (o desejo, a vontade, o interesse, a necessidade); aprendem como sujeitos ativos, em movimento, em busca, em ações que congregam corpo, mente e vontade. Isso significa que uma das tarefas de educadoras e educadores é apresentar situações e vivências culturais de modo a encantar e criar novos desejos de descoberta e de conhecimento em bebês e crianças da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Essa nova compreensão do processo de aprendizagem rompe também com a disciplina rígida de crianças sentadas e crianças que se deslocam em fila e instiga a proposição de novas dinâmicas discutidas e firmadas com as crianças nas Unidades Educacionais de Educação Infantil e Ensino Fundamental. ”
Currículo Integrador da Infância Paulistana. pág.22




















“...Podia dar as pedras costumes de flor.
 Podia dar ao canto formato de sol.
 
E, se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela. Como se fosse infância da língua. ” 
Manoel de Barros